quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O Todo não é o tudo

O Todo está em tudo;
e o tudo não é o Todo. 
O ser do tudo ganha vida
a partir do Ser do Todo.
Presença Divina!!!
Assim como que um quadro
tem a marca, o estilo 
do seu criador,
do seu pintor,
e o poema o estilo,
a marca, do poeta. 
O Todo não é o tudo
e o tudo não é o Todo; 
mas sim, apenas aguarela 
pintada pelo Todo; 
o Todo encontra-Se no tudo...
e a essência do tudo é obra do Todo.
Assim o tudo radica-se no Todo.

Ultimam mors rationis est


"Tudo na vida

é incerto, excepto a morte

que, por si só já morreu.

Onde estás tu ó morte,

se podemos ser eternos,

se assim quisermos?

Vai à md* morte,

pois não me consegues

roubar a vida.

Enche-te de vergonha,

tu, sim, tu que, és resultado

do escárnio, do pecado, humano,

da criação imperfeita

de Deus, que é o Homem;

mas que tende para perfeição.

O teu leito, não mais é que a, finitude

da humana razão.

Não és mais queb o berço da Vida.

Vai à md* morte;

pois jazes já vencida.

Ultimam mors rationis est."

Solidão ou isolamento



Há um grande abismo entre a solidão
que, por sua vez,
acarreta o silêncio,
e o isolamento que,
por sua vez,
nada mais é se não simplesmente refugio,
alienação da realidade.
A solidão é boa, o isolamento, não.

domingo, 27 de setembro de 2015

Autopistia do poeta


O poeta não é um fingidor;

é simplesmente

aquele que, no silêncio

se refugia, para amar,

para a sua dor sanar.

O poeta é somente,

 agente do amor;

do amor que sente,

do amor transcendente.

(A Fernando Pessoa)

sábado, 26 de setembro de 2015

Homem

Não há nada mais elevado para o Homem,

enquanto Homem, e que o faça mais Homem

que pensar e agir na vida terrena,

sempre numa perspetiva metafísica.

Abraço

O ser humano
tem necessidade do calor,
do calor
de um abraço

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sopro de Deus

Estaria preparado para tudo
se tudo o vento
não levasse; pois o vento
não mais é se não o sopro
que sai da boca de Deus