"Todo poeta é teologo e filosofo; tudo aquele ou aquela que pensar o contrário não passa de uma simples criança que apenas brinca com as palavras sem saber o que diz, o que escreve e talvez o que sente."
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Completamente nu
coloco-me diante de ti.
Coro de vergonha, sem pudor da mesma.
Não precisas que te diga nada;
nem mesmo o quanto te amo,
sendo "homem infiel".
Eu sei que não precisas que to diga,
minha cânfora.
Tremo só de perceber
que os versos que possa escrever
não passam apenas de palavras,
limitadas
que escrevo.
Porque a linguagem humana é limitada.
Repulsa-me só de pensar
que um dia fui,
e talvez ainda sou, cepa seca.
Apetece-me rasgar
as minhas vestes,
com os meus olhos em lágrimas,
como um poeta apaga um verso,
quando corrige o poema.
Eu sei que não precisas que te diga nada disto;
eu sei que tu o sabes.
Eu sei que não estás aí,
mas aqui; mesmo não te vendo.
Respiro-te, sinto-te,
vejo a tua face o teu rosto em tudo;
até quando contemplo,
à noite, o universo frio
observando as quentes estrelas
vejo o brilho dos teus olhos,
o teu sorriso, e sinto o teu calor.
Pareces, ainda assim, distante
pois não te vejo. Esperando,
anciosamente, a hora de te poder ver, encontrar;
mas sei que estás aqui.
28-05-2019, Penafiel
Bruno Ribeiro
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