A não tem a última palavra a dizer.
Apenas a Palavra tem a última palavra da dizer.
A Palavra é o Verbo que dá sentido ao poema.
A Palavra morre, ressuscita,
[recria-nos, transfigura-nos]
semeia-nos no campo que fica do outro lado
[da estrada]
onde jamais murcharemos,
enquanto nos cultiva no campo que fica deste lado
[da estrada]
onde morreremos.
Espero, ansiosamente, o dia em que deste lado
secarei e, semeado no campo que fica
do outro lado, abraçarei e beijarei
o Lírio, que antes de mim, feneceu
no campo que fica deste lado
[da estrada].
enquanto isso, fica-me na memória o sorriso
do Lírio que no campo deste lado murcheceu.
Ao meu avô Zeferino Ribeiro pelo décimo sétimo aniversário do seu falecimento.
Paço de Sousa - Penafiel, 16 de Novembro de 2019
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