quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Num mundo de cegos que apenas olham: 
vejamos como quem vê.
Vejamos antes muito além do horizonte. 
Vejamos, antes, como quem vê; 
e não como quem olha, 
não vendo coisa nenhuma.
Olhar e ver, não são a mesma coisa. 
Quem apenas olha não vê.
Mas quem vê, vê muito além do horizonte; 
é capaz até de conseguir observar 
os limites geográficos do universo em expansão.
Sejamos, portanto, como cegos que não o são. 
Pois esses, mesmo sendo, podem ver.
Vejamos, por isso, além do horizonte
e não olhemos apenas. 

A morte vem para todos.
Não há nada mais sublime
senão pensar na morte.
Sim, a morte que morreu.
A morte já não é morte, é vida.
Quem morre, vive.
Não vivamos, por isso,
como quem está morto.
Vivamos antes, como quem morre,
como quem vive.
Porque quem morre, vive;
e quem não morre, não vive.
Não vivamos como ébrios
que, como tal,
não possuem visão lateral.
Vivamos antes, como sóbrios,
ébrios de amor,
que possuem visão lateral. 
Quero gritar;
quero cantar;
quero dançar;
quero sangrar;
quero a vida viver.
Quero ser calor
nas frias noites do deserto.
Quero ser candeia
que não encandeia,
nas frias noites do deserto.
Quero alcançar o absoluto.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Quero gritar,
quero cantar,
quero dançar,
quero "sangrar".
Quero viver a vida.
Quero ser calor
nas noites frias do deserto;
quero ser candeia
que não encandeia,
nas noites frias do deserto.
Quero alcançar o absoluto.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Não tenho medo da morte;
pois ela jaz...
A única coisa da qual tenho medo
é de me separar daqueles
e daquelas de quem gosto
e a quem amo;
e que me amam.
Mas no fundo,
bem lá no fundo,
sei que quando morrer,
estarei bem mais perto
daqueles e daquelas
de quem gosto e a quem amo,
do que estou agora.
Porque a morte jaz;
e apenas impera a vida;
porque sou Homem.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Não vivamos longe 
como quem vive perto; 
não vivamos perto
como quem vive longe.
vivamos, antes, perto
como quem vive perto. 
Sejamos rosas frondosas em horto fértil
e quentes como o sol.
Sejamos antes poesia.