sábado, 8 de junho de 2019

Labirinto

Imagem desfocada,
cores desmedidas;
um sorriso que transcende
a alma.
Labirinto de cores.

sexta-feira, 7 de junho de 2019


Completamente nu
coloco-me diante de ti.
Coro de vergonha, sem pudor da mesma.
Não precisas que te diga nada;
nem mesmo o quanto te amo,
sendo "homem infiel".
Eu sei que não precisas que to diga,
minha cânfora.
Tremo só de perceber
que os versos que possa escrever
não passam apenas de palavras,
limitadas
que escrevo.
Porque a linguagem humana é limitada.
Repulsa-me só de pensar
que um dia fui,
e talvez ainda sou, cepa seca.
Apetece-me rasgar
as minhas vestes,
com os meus olhos em lágrimas,
como um poeta apaga um verso,
quando corrige o poema.
Eu sei que não precisas que te diga nada disto;
eu sei que tu o sabes.
Eu sei que não estás aí,
mas aqui; mesmo não te vendo.
Respiro-te, sinto-te,
vejo a tua face o teu rosto em tudo;
até quando contemplo,
à noite, o universo frio
observando as quentes estrelas
vejo o brilho dos teus olhos,
o teu sorriso, e sinto o teu calor.
Pareces, ainda assim, distante
pois não te vejo. Esperando,
anciosamente, a hora de te poder ver, encontrar;
mas sei que estás aqui.

28-05-2019, Penafiel

Bruno Ribeiro
Ao olhares para mim,
meu amor,
não rasgues as tuas vestes.
Ampara antes os meus braços,
para que cansado não os baixe.
Poderei então gritar:
Liberdade!
Bebendo leite e mel.

Paço de Sousa 4-6-2019

Bruno Ribeiro

sexta-feira, 1 de março de 2019

Já Não Creio Na Morte


Já não creio na morte.
Não posso querer na morte.
Chamem-me o que quiserem, talvez louco;
pois não estou importado tão pouco.
Torno-me sadio na minha loucura, ´
na minha sadia loucura;
e corro, e escrevo um poema,
pela calada da noite,
caindo sobre mim, nu, o frio orvalho,
esperando o raiar da aurora.
Estou, simplesmente morto.
Vivo de tão morto que estou,
e escrevo um poema.
Porque só quem morre, como uma semente,
é capaz de escrever um poema.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Critica

Desligo a televisão.
Troco a posição
das minhas pernas,
leio e escrevo um poema.
Mando à merda,
a própria merda.

Agar ou Escrava de Sarah

O calor faz-se sentir,
intensamente, no deserto;
sinto-me sequioso de Ti,
como Isaac e sua mãe Agar.

Vem, sacia a minha sede,
a fim de que te possa ver,
de que te possa sentir,
de que possa amar.

Sei que  não me Deixarás
aqui, tão só, a morrer.

No Oásis vislumbrado, florirá
assim, uma rosa,
"beijada" por um Beija Flor,
que um bom odor exalará.