quarta-feira, 29 de novembro de 2017

domingo, 26 de novembro de 2017

                                                                   Ego

Enfartados daquilo que somos,
ávidos de nós mesmos;
ouvimos o nosso próprio eco.
Suicídio.
Quando não encherga-mos
o outro,
jamais nos veremos a nós mesmos.


sábado, 25 de novembro de 2017

Três palavras....
... quatro letras.
Todas elas tónicas na última silaba.

Quatro vértices...
Um soneto...
Um poema!!!
Que não é mais senão entrega,
Água viva que sacia a minha sede!

Caminho, Verdade, Vida!!!
Amor!!!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Não basta apenas olhar,
é preciso ver,
Não basta apenas ouvir,
é necessário escutar.
Escutar a brisa, a ondas do mar...
É preciso escutar o silêncio.
É preciso viver.
                                                           Místico

Em dias de escuridão,
desesperada e intensamente, a Luz.
A luz dos teus olhos;
e o contacto dos nossos corpos,
onde nos encontra-mos,
onde nos enobrecemos;
onde nos torna-mos um só.
Procuro, ardentemente,
o teu beijo,
que me desperta o libido.

domingo, 19 de novembro de 2017


                                                                    Dom António Francisco dos Santos
Era um sorriso,
do tamanho do mundo.
A bondade, não tinha limites; 
ganhando rosto visível, para nós, 
no nosso tempo.
Era o fascínio de quem sempre soube viver,
Contigo, em Ti, e por Ti.
O seu rosto
resplandecia o teu rosto.
O seu rosto, era o teu rosto,
para connosco.
As suas mãos eram sempre quentes,
e o seu era quente;
porque era cheio do teu amor;
nele cabiam o rico e o pobre,
sem qualquer diferença.
Por onde passava, 
o odor intenso a rosas
vermelhas e brancas, 
exalava.
Sentia-se, ainda, o odor
a mirra, aloés e cássia.
Eras tu nele.
Respirava-se santidade.
Eu, quando o olhava, via-Te;
e, de vela acesa,
enquanto caminhava pela calçada,
reclinava, então, a minha cabeça
sobre o Teu regaço,
o Teu manto vermelho,
de misericordia, de Amor.
Sentia, então, veementemente,
o Teu amor por mim.
Tu sorrias-me, acariciando-me,
com as Tuas mãos macias e ternurentas,
o rosto barbudo, 
de Homem de dura serviz.
Eras Tu, nele, para nós.
Foi uma Bênção Tua!

(Ao meu bispo, bispo do Porto, senhor Dom António Francisco dos Santos, recentemente falecido.)