"Todo poeta é teologo e filosofo; tudo aquele ou aquela que pensar o contrário não passa de uma simples criança que apenas brinca com as palavras sem saber o que diz, o que escreve e talvez o que sente."
domingo, 19 de novembro de 2017
Dom António Francisco dos Santos
Era um sorriso,
do tamanho do mundo.
A bondade, não tinha limites;
ganhando rosto visível, para nós,
no nosso tempo.
Era o fascínio de quem sempre soube viver,
Contigo, em Ti, e por Ti.
O seu rosto
resplandecia o teu rosto.
O seu rosto, era o teu rosto,
para connosco.
As suas mãos eram sempre quentes,
e o seu era quente;
porque era cheio do teu amor;
nele cabiam o rico e o pobre,
sem qualquer diferença.
Por onde passava,
o odor intenso a rosas
vermelhas e brancas,
exalava.
Sentia-se, ainda, o odor
a mirra, aloés e cássia.
Eras tu nele.
Respirava-se santidade.
Eu, quando o olhava, via-Te;
e, de vela acesa,
enquanto caminhava pela calçada,
reclinava, então, a minha cabeça
sobre o Teu regaço,
o Teu manto vermelho,
de misericordia, de Amor.
Sentia, então, veementemente,
o Teu amor por mim.
Tu sorrias-me, acariciando-me,
com as Tuas mãos macias e ternurentas,
o rosto barbudo,
de Homem de dura serviz.
Eras Tu, nele, para nós.
Foi uma Bênção Tua!
(Ao meu bispo, bispo do Porto, senhor Dom António Francisco dos Santos, recentemente falecido.)
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