Escrevo-te um poema.
Espero-te na madrugada do silêncio.
Bendita aurora,
crepitar dos corpos.
"Todo poeta é teologo e filosofo; tudo aquele ou aquela que pensar o contrário não passa de uma simples criança que apenas brinca com as palavras sem saber o que diz, o que escreve e talvez o que sente."
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
Há deuses Que Matam
Há deuses que matam
Há deuses que matam,
que são como rosas murchas,
na aridez do deserto,
sem Oásis;
que são como cadáveres,
em alto estado de decomposição,
que embebedam,
que manipulam,
o ser humano;
que são poesia inacabada.
Falsa liberdade!
Egoísmo morbido!
Não nos deixemos manipular,
embebedar,
decompor,
por esses deuses.
Sejamos, antes poesia acabada;
não portopoema.
não pseudopoesia.
Sejamos, para com esses deuses,
ateus "praticantes"!
Não acredito em deuses que matam.
Sejamos Homens.
Acredito, sim, "num" Deus
que vivifica,
renova,
recria,
o Homem;
que não o embriaga,
que não o manipula,
que não é como um cadáver,
em alto estado de decomposição;
que não é como uma rosa murcha,
na aridez do deserto,
mas como um botão de rosa balsâmica
em horto fértil;
que é poema acabado.
Que é Oásis!
Verdadeira Liberdade!
Sejamos, portanto, pagãos,
aos olhos dos zoombies
que, sem saberem que o são,
o são;
porque adoram, esses deuses que matam,
com o incenso, que são os seus atos,
o seu egoísmo morbido,
quotidianamente.
Sejamos, portanto, capazes
de sermos palavra,
de sermos poema acabado;
não protopoemas,
não pseudopoemas.
Sejamos rosas balsâmicas,
em horto fértil;
sejamos Primavera, Verão,
no outono e no inverno.
Sejamos poesia
e não apenas discurso,
mas também Palavra.
Porque há "um" Deus que não mata,
mas que vivifica,
o Homem.
Sejamos verdadeiramente Homens;
não apenas de palavras,
mas, e sobretudo, de palavras e atos.
Pois a vida é como as ondas do mar
que veem e vão, num instante.
Sejamos já, vivíssimos.
Não esperemos por o ainda não,
para o sermos.
Sejamos já, simplesmente, Palavra.
Há deuses que matam,
que são como rosas murchas,
na aridez do deserto,
sem Oásis;
que são como cadáveres,
em alto estado de decomposição,
que embebedam,
que manipulam,
o ser humano;
que são poesia inacabada.
Falsa liberdade!
Egoísmo morbido!
Não nos deixemos manipular,
embebedar,
decompor,
por esses deuses.
Sejamos, antes poesia acabada;
não portopoema.
não pseudopoesia.
Sejamos, para com esses deuses,
ateus "praticantes"!
Não acredito em deuses que matam.
Sejamos Homens.
Acredito, sim, "num" Deus
que vivifica,
renova,
recria,
o Homem;
que não o embriaga,
que não o manipula,
que não é como um cadáver,
em alto estado de decomposição;
que não é como uma rosa murcha,
na aridez do deserto,
mas como um botão de rosa balsâmica
em horto fértil;
que é poema acabado.
Que é Oásis!
Verdadeira Liberdade!
Sejamos, portanto, pagãos,
aos olhos dos zoombies
que, sem saberem que o são,
o são;
porque adoram, esses deuses que matam,
com o incenso, que são os seus atos,
o seu egoísmo morbido,
quotidianamente.
Sejamos, portanto, capazes
de sermos palavra,
de sermos poema acabado;
não protopoemas,
não pseudopoemas.
Sejamos rosas balsâmicas,
em horto fértil;
sejamos Primavera, Verão,
no outono e no inverno.
Sejamos poesia
e não apenas discurso,
mas também Palavra.
Porque há "um" Deus que não mata,
mas que vivifica,
o Homem.
Sejamos verdadeiramente Homens;
não apenas de palavras,
mas, e sobretudo, de palavras e atos.
Pois a vida é como as ondas do mar
que veem e vão, num instante.
Sejamos já, vivíssimos.
Não esperemos por o ainda não,
para o sermos.
Sejamos já, simplesmente, Palavra.
domingo, 29 de dezembro de 2019
Trevo De Quatro Folhas ou Mulher
Olhar fascinante,
deslumbrante,
no qual o azul do céu
é espelhado.
Sorriso divinal, alma apaixonante,
que exala o odor a rosas.
Doce mulher, Musa;
Trevo de Quatro Folhas.
deslumbrante,
no qual o azul do céu
é espelhado.
Sorriso divinal, alma apaixonante,
que exala o odor a rosas.
Doce mulher, Musa;
Trevo de Quatro Folhas.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Esperança
A não tem a última palavra a dizer.
Apenas a Palavra tem a última palavra da dizer.
A Palavra é o Verbo que dá sentido ao poema.
A Palavra morre, ressuscita,
[recria-nos, transfigura-nos]
semeia-nos no campo que fica do outro lado
[da estrada]
onde jamais murcharemos,
enquanto nos cultiva no campo que fica deste lado
[da estrada]
onde morreremos.
Espero, ansiosamente, o dia em que deste lado
secarei e, semeado no campo que fica
do outro lado, abraçarei e beijarei
o Lírio, que antes de mim, feneceu
no campo que fica deste lado
[da estrada].
enquanto isso, fica-me na memória o sorriso
do Lírio que no campo deste lado murcheceu.
Ao meu avô Zeferino Ribeiro pelo décimo sétimo aniversário do seu falecimento.
Paço de Sousa - Penafiel, 16 de Novembro de 2019
Apenas a Palavra tem a última palavra da dizer.
A Palavra é o Verbo que dá sentido ao poema.
A Palavra morre, ressuscita,
[recria-nos, transfigura-nos]
semeia-nos no campo que fica do outro lado
[da estrada]
onde jamais murcharemos,
enquanto nos cultiva no campo que fica deste lado
[da estrada]
onde morreremos.
Espero, ansiosamente, o dia em que deste lado
secarei e, semeado no campo que fica
do outro lado, abraçarei e beijarei
o Lírio, que antes de mim, feneceu
no campo que fica deste lado
[da estrada].
enquanto isso, fica-me na memória o sorriso
do Lírio que no campo deste lado murcheceu.
Ao meu avô Zeferino Ribeiro pelo décimo sétimo aniversário do seu falecimento.
Paço de Sousa - Penafiel, 16 de Novembro de 2019
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Homem Que É Como Lugar Mal Situado
Não perguntemos ao Homem
que é "como um lugar mal situado"
[Verso de Daniel Faria]
que tem as mãos gretadas
e os pés sujos e mal cheirosos
por causa do suor do trabalho,
de onde vem e para onde vai.
Observemos, apenas,
como caminha para a Luz,
plantando o seu coração
na escarpa do dia seguinte, subindo-a,
desesperado como Agar,
no deserto,
esperando saciar a sua sede.
Observemos apenas
como sobe a escada de Jacob,
como escreve um poema.
"Sonhêmos" como ele.
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