quinta-feira, 16 de novembro de 2017

                                                                   Há deuses que matam

Há deuses que matam,
que são como rosas murchas,
na aridez do deserto,
sem Oásis;
que são como cadáveres,
em alto estado de decomposição,
que embebedam,
que manipulam,
o ser humano;
que são poesia inacabada.
Falsa liberdade!
Egoísmo morbido!
Não nos deixemos manipular,
embebedar,
decompor,
por esses deuses.
Sejamos, antes poesia acabada;
não portopoema.
não pseudopoesia.
Sejamos, para com esses deuses,
ateus "praticantes"!
Não acredito em deuses que matam.
Sejamos Homens.
Acredito, sim, "num" Deus
que vivifica,
renova,
recria,
o Homem;
que não o embriaga,
que não o manipula,
que não é como um cadáver,
em alto estado de decomposição;
que não é como uma rosa murcha,
na aridez do deserto,
mas como um botão de rosa balsâmica
em horto fértil;
que é poema acabado.
Que é Oásis!
Verdadeira Liberdade!
Sejamos, portanto, pagãos,
aos olhos dos zoombies
que, sem saberem que o são,
o são;
porque adoram, esses deuses que matam,
com o incenso, que são os seus atos,
o seu egoísmo morbido,
quotidianamente.
Sejamos, portanto, capazes
de sermos palavra,
de sermos poema acabado;
não protopoemas,
não pseudopoemas.
Sejamos rosas balsâmicas,
em horto fértil;
sejamos Primavera, Verão,
no outono e no inverno.
Sejamos poesia
e não apenas discurso,
mas também Palavra.
Porque há "um" Deus que não mata,
mas que vivifica,
o Homem.
Sejamos verdadeiramente Homens;
não apenas de palavras,
mas, e sobretudo, de palavras e atos.
Pois a vida é como as ondas do mar
que veem e vão, num instante.
Sejamos já, vivíssimos.
Não esperemos por o ainda não,
para o sermos.
Sejamos já, simplesmente, Palavra.



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